Pecorino: pra comer ou para beber?

Nem só o queijo se chama Pecorino. Existe uma uva com esse nome. Então, você pode tanto comer o queijo Pecorino como tomar o vinho Pecorino!

A uva Pecorino é uma antiga variedade de uva branca, da região Marche. Esta’ documentada desde 1871! Por um tempo, essa uva ficou confinada nas colinas de Arquata. Somente no final dos anos 80, graças ao empenho de Guido Cocci Grifoni, essa uva voltou para a região de Offida e Ripatransone (Ascoli Piceno). Através de documentos históricos, percebe-se que a uva Pecorino era conhecida com diversos sinônimos, alguns dos quais lembram a zona de origem: em Arquata era chamada de Pecorina Arquatanella e de Arquitano. Em regiões onde a atividade econômica principal era o pastoreio, o nome era Uva Pecorina (Ovelhinha) ou Uva delle Pecore (Ovelhas). Em 1825, essa uva foi encontrada na Toscana, mas com o nome Dolcipappola. Em relação à zona de produção, hoje ela tem também os sinônimos Vissanello e Norcino.

Na província de Ascoli Piceno tem-se a D.O.C. Offida Pecorino. Essa uva pode ser encontrada também em Macerata, no alto Abruzzo (nas províncias de Teramo e Pescara, principalmente), no Lazio, na Umbria, na Toscana e na Liguria.

O vinho feito com a uva Pecorino é um vinho excelente! É inclusive chamado de “vinho tinto vestido de branco”. Ele faz com que os grandes conhecedores de vinho e também os apreciadores concordem sobre suas qualidades.

Os vinhos normalmente são feitos com 100% da uva Pecorino, apesar da regulamentação permitir um pequeno percentual de outras uvas brancas na produção da sua D.O.C..  Eles possuem cor amarelo palha, e muitas vezes com reflexos esverdeados. No nariz possuem aromas frescos, frutados (fruta madura, maçã), floreais ( flores de acácia, jasmim) intensos. Muitas vezes com notas de aniz, de alcaçuz e de ervas do campo. Possuem uma boa estrutura e boa acidez. São sápidos, com boa concentração de álcool e longa persistência gustativa.

Esses vinhos podem ser harmonizados com carnes brancas, peixes e também com salames típicos do território “marchigiano”, como o famoso Ciauscolo (salame típico, cremoso, para se passar no pão).

 

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